sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

38º

- Trus trus!
- Não está cá ninguém!



  Que dor ver-te assim, que dor não puder fazer mais para estares bem, que dor não puder estar ai em casa a cuidar de ti 24h sobre 24h. O cansaço está a apoderar-se de mim devagarinho, devagarinho, e quando penso que vou cair para o lado as forças vem não sei de onde só para cuidar de ti, só por ti. Quero ver-te bem agora, maldita constipação, maldita sejas, vai-te embora e não voltes mais porque ela ainda é muito pequenina e é um anjinho vêm para mim e não para ela.


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

48h ou mais!

Ando farta de ironias, de que não haja vontade para nada, das coisas sem interesse, farta ou cansada nem sei bem, o melhor é respirar fundo, uma e duas vezes ou melhor três vezes ou mil, organizar as ideias e seguir em frente. É tanta coisa, isto aquilo e o outro, é mesmo muita coisa bahhhhhhhh “ninguém” imagina, é tudo a correr e depois olha ficam coisas para trás, aquelas coisas que nunca deveriam ficar para trás é as que ficam, mas se temos a noção disso porque as deixamos fugir?! O meu dia devia ter 48h e se calhar não chegava!Tirar um dia para relaxar é impensável ou melhor é acumular dois dias no dia a seguir ao dia de relaxamento, logo ainda nos vai dar mais stresse do que descanso. Há quem não entenda ou não queira entender, mas o pior continua a ser o que fica para trás, o tempo de qualidade.


Hoje foi assim um dia a correr, tudo ou nada fiz mas passou tudo tão rápido que o pouco tempo que tive para mim, para nós, foi sentar-me no chão a brincar com a minha filha durante meia hora? Ou terá sido mais? ou menos? E vocês precisam de 48h ou mais?


sábado, 6 de dezembro de 2014

Sentadinha

   Há três dias esta miudinha termia a cabeça quando olhava para cima, caía para os lados, e só com muita concentração é que se mantinha sentada. Ontem já dei por ela menos encostada as almofadas e a cair menos. Hoje já brinca com tudo a volta dela, baixa-se e levanta-se com uma facilidade e só muito mas muito de vez em quando é que cai. Já não quer cadeira, agora só quer chão e brinquedos a volta dela. Agora já a posso sentar a minha frente e ler as histórias sem que que ela puxe as folhas e  as ponha na boca. J 
  A minha princesa está uma delicia e a mama anda derretidinha. 


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Natal

 Sempre me fascinou esta época do ano, o cheiro do arroz doce quente, da lareira, das conversas parvas com as tias, os sobrinhos a fazer das suas, as luzes da árvore de natal a piscar e presentinhos de baixo dela, o chá quente bebido em noites frias embrulhada num cobertorzinho, filmes da treta em domingos à tarde ou um bom filme em boa companhia, torradas pela manhã, ficar na cama a ouvir a chuva a cair lá fora, saco de água quente que me acompanha desde 90?! Lol Ir à baixa ver as luzes (OBRIGADO MÃE), bacalhau triturado com o garfo (João deixas-me nostálgica quando fazes isso) mimos e mais mimos. Enfim nem sempre foi isto a minha época natalícia, mas é isto que quero guardar cá dentro, o resto não importa, é isto que quero dar a minha filha todos os anos, uma mesa cheia de coisas boas e muito amor e carinho, para que um dia te relembres também apenas das coisas boas. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Desabafos de uma empregada mamã

  Anos de empenho, trabalho e dedicação, horas extras não remuneradas, subsídios não pagos e mil e uma coisas que deixei que me fizessem. Amizades fingidas, areias para os olhos e foi assim que fui levando. Por não ser justo, por ser discriminação, por todo o carinho se ter tornado em algo terrível, venho hoje aqui desabafar algo que continua preso no meu pensamento. Não! Não vou baixar mais o nariz, e sim vou bater o pé até ter aquilo que por direito uma empregada mamã ou solteira têm. Não sou má nem nunca fui, nunca falhei com o meu trabalho muito menos com a minha palavra, prometi a mim mesma não me questionar mais sobre o porque disto tudo, prometi a mim mesma que não me voltam a por os pés na cara, que não fazem de mim gato-sapato, porque agora e unicamente agora a minha vida mudou, tenho algo bem mais precioso do que me preocupar com caprichos de gente com dinheiro. 

  Continuarei a fazer o meu melhor, porque é assim que sou, faço-o por mim, por aquilo que tenho em casa, pelas pessoas que verdadeiramente me conhecem e as que não, mas que estão habituadas a ver-me com um sorriso na cara quando entram por aquela porta a dentro. Continuarei a ser profissional da ponta dos cabelos até a ponta dos pés até ao fim.