quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Desabafos de uma empregada mamã

  Anos de empenho, trabalho e dedicação, horas extras não remuneradas, subsídios não pagos e mil e uma coisas que deixei que me fizessem. Amizades fingidas, areias para os olhos e foi assim que fui levando. Por não ser justo, por ser discriminação, por todo o carinho se ter tornado em algo terrível, venho hoje aqui desabafar algo que continua preso no meu pensamento. Não! Não vou baixar mais o nariz, e sim vou bater o pé até ter aquilo que por direito uma empregada mamã ou solteira têm. Não sou má nem nunca fui, nunca falhei com o meu trabalho muito menos com a minha palavra, prometi a mim mesma não me questionar mais sobre o porque disto tudo, prometi a mim mesma que não me voltam a por os pés na cara, que não fazem de mim gato-sapato, porque agora e unicamente agora a minha vida mudou, tenho algo bem mais precioso do que me preocupar com caprichos de gente com dinheiro. 

  Continuarei a fazer o meu melhor, porque é assim que sou, faço-o por mim, por aquilo que tenho em casa, pelas pessoas que verdadeiramente me conhecem e as que não, mas que estão habituadas a ver-me com um sorriso na cara quando entram por aquela porta a dentro. Continuarei a ser profissional da ponta dos cabelos até a ponta dos pés até ao fim.




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