Os meses passam a correr, não
tarda já estou de volta à “guerra”, à nossa “guerra”.
Recordo o dia em que nasceste, a
primeiro choro, o primeiro toque, o primeiro sorriso e a primeira gargalhada.
Recordo o antes e o depois de tudo, de tudo aquilo em que acreditara. Hoje
aperto-te contra a mim e não te deixo
sofrer, rezo para que as malditas dores passem rápido e que algo branco se veja
dentro da tua boquinha. Os meses passam
mesmo a correr, não quero mais nada a não ser isto. Prendes-me, por vezes sufocas-me,
mas dava tudo para puder estar cada segundo do teu lado, assim, como estou
agora, apenas a cuidar de ti, de nós, do nosso mundinho. Olho para ti, para nós
e a cada dia que passa mais me apaixono por ti, por vezes choro, quando te oiço
a dar gargalhadas ou quando não te consigo ajudar, mas sou feliz, somos
felizes. Entre dias, semanas e meses de correria, queria pedir aos céus mais,
mais deste tempo de dedicação plena, destas gargalhadas e sorrisos sem
preocupações, sem guerra.



